Eco-vergonha: você já passou por isso?

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O consumo sustentável nunca saiu de pauta, mas em 2020 a discussão é mais séria. Esse ano, a responsabilidade sócio-ambiental pisca forte no radar das pesquisas de comportamento. Mas não fica só na tendência.

O discurso sustentável não é novidade para ninguém. Há mais de uma década, marcas se aproveitam pontualmente da urgência em conscientização ecológica para vender produtos e experiências que se posicionam a favor da preservação ambiental. O escopo das empresas, porém, não necessariamente abraçava a causa. Era mais uma questão de status e valor agregado a esses produtos. 

Em 2020 o cenário é outro. As evidências do esgotamento dos recursos naturais pipocam e pesquisas apontam para o colapso iminente da Terra. Agora, a sustentabilidade deixa de ser tendência para se tornar um ímpeto do mercado mundial e ganha uma nova roupagem, onde o status de ser sustentável migra para a vergonha em não ser. Já não podemos consumir do modo tradicional. Marcas sabem disso e consumidores também. A grande questão é reduzir a produção e o consumo desenfreados.

Eco-shame

Recentemente, a diretora de Marketing da Gol, Loraine Ricino, trouxe a seguinte reflexão na matéria do site GoAd Media: “Eles [os consumidores] querem saber se as empresas das quais consomem produtos e serviços impactam a sociedade positivamente”. A eco-shame vem para cobrar quem produz e orientar quem consome. Vivemos tempos em que nossas escolhas são encaradas como posicionamentos, e posicionamentos são poderosíssimos. 

Mais importantes, transformar a nossa forma de consumo é uma tarefa complicadíssima, mas as mudanças são urgentes. Seja pelo medo do cancelamento ou por cuidado com o meio-ambiente, as marcas que trabalharem essa renovação sairão à frente. E renovação será sempre bem-vinda!

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